
A equipe da Farjalla e sua Kombi: amizade e experiência
Tiro de festim, tiro em objetos, tiro em corpos, tiro no chão, tiro de poeira, tiro de fagulha, vento, chuva, fogo, sangue e explosões. São de perder a conta os efeitos especiais que as filmagens de Besouro requerem. Não é de se estanhar, portanto, que a Farjalla FX, empresa fundada pelo pioneiro dos efeitos especiais no Brasil, Sérgio Farjalla, tenha trazido para a Bahia nada menos que uma tonelada de equipamentos e material de trabalho para serem usados no set de Besouro.
Só de tiros de festim há 800 cargas, de diversos calibres. Armas são 75: 30 cenográficas, 45 verdadeiras (devidamente adaptadas para festim, claro), e ainda dois “fuzis” de paint-ball, usados para disparar bolinhas carregadas de poeira ou fagulha, que fazem o efeito de balas atingindo o chão durante cenas de tiroteio. No caminhão da Farjalla, vieram ainda duas turbinas de vento, dezenas de quilômetros de fios para detonação de explosivos, geradores de fumaça e um sem-número de outros apetrechos e macetes, usados com maestria pela equipe formada pelo coordenador de efeitos especiais e armas do filme, Márcio Farjalla, e seus assistentes Eugênio Carlos Salvador, João dos Santos e Luis Henrique Andrade.

Um ator corre lá embaixo e cá em cima Farjalla atira bolas de paint-ball com carga de poeira em sua direção: é a equipe da FX em ação
Com a experiência de quem já trabalha com armas e efeitos especiais há mais de 20 anos - é sobrinho do fundador e um dos sócios da Farjalla FX - Márcio atua nas filmagens também como instrutor de tiro e coordenador de cenas de ação que envolvem o uso de armamentos. “Estudo armas desde garoto. Tenho uma coleção de armas antigas em casa. Então, uso essa experiência para orientar os atores, figurantes e dublês sobre como manusear revólveres e espingardas de época da maneira mais adequada”, conta Márcio.
No set de Besouro, Farjalla e sua equipe atuam afinados. Quando não estão trabalhando em alguma cena, dando tiros de paint-ball, fazendo fumaça ou provocando explosões, é fácil encontrá-los na Kombi branca que usam como transporte, depósito, local de descanso e “sala de reunião”, onde discutem as melhores soluções de efeitos para os próximos planos
. Um dos maiores desafios da equipe neste filme ocorrerá no fim de novembro, quando coordenarão a simulação de um grande incêndio. “Sem dúvida, vai ser nosso trabalho mais difÃcil em Besouro”, diz Márcio, ao lado dos insperáveis assistentes, com quem já trabalha há muitos anos. “Somos uma famÃlia. Uma famÃlia Buscapé, mas ainda assim uma famÃlia”, brinca.