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Reencontro: Elenco se prepara para o lançamento

segunda-feira, 14|09|2009

Falta pouco mais de um mês para a pré-estreia de Besouro e um pouquinho mais para a estreia do filme em circuito nacional. Neste interminável compasso de espera, a ordem do dia não poderia ser outra entre os atores: expectativa e ansiedade. Cada um em sua cidade - Salvador, Lençois, Rio de Janeiro, São Paulo ou Recife - a sensação do elenco é a mesma. Todos querem, como nós, assistir ao filme.

Mas não tem jeito, eles também terão que esperar. E enquanto o dia 30 de outubro não chega, o grupo vive uma nova etapa. Em vez de ensaiar cenas, vivenciar os personagens diante das orientações do diretor, preparam-se para o lançamento. A partir de agora eles serão bastante requisitados pela imprensa para falar da experiência no set. Esta tarefa também exige preparo.

Foi no último sábado que seis atores de Besouro e o diretor, João Daniel Tikhomiroff, se reencontram (eles não se viam desde o término das filmagens) em São Paulo para conhecer a estratégia de comunicação de Besouro.

Para não deixá-los mortos de curiosidade por quase dois meses, a equipe permitiu que vissem algumas cenas do longa e trechos do making of. Mas foi só. O blog, claro, não poderia deixar de registrar esse reencon

tro emocionante, com direito a lágrimas, lembranças do tempo  em Igatu e golpes de capoeira em pleno lounge da

Mixer, produtora de João Daniel.


Olhos de Besouro

domingo, 26|10|2008
Olhos verdes: da figurante Vitória, de dez anos

Olhos verdes: da figurante Vitória, uma das crianças da feira dos pobres

Olhos negros: da figurante ?????

Olhos negros: da bela figurante que faz uma vendedora da feira dos pobres

Olhos vermelhos: do ator Sérgio Laurentino, caracterizado como Exu

Olhos vermelhos: do ator Sérgio Laurentino caracterizado como Exu

A despedida do Válter

domingo, 12|10|2008
Válter Lagoa orienta um dos atores-mirins de Besouro: técnica e dedicação

Válter Lagoa orienta atores-mirins no set de Besouro: técnica e dedicação

IGATU (BA) - A lembrança dos mais de dois meses que o paulista de 30 anos Válter Lagoa passou em Andaraí - auxiliando a preparadora de atores Fátima Toledo no treinamento do elenco de Besouro - certamente será marcante para ele. Mas para os jovens atores capoeiristas do filme (e também para os mais experientes, por que não?), que durante todo esse tempo tiveram nele uma espécie de professor, consultor, treinador, paizão e conselheiro, a lembrança de Válter será sem dúvida inesquecível.
Graças à presença de Válter, o trabalho da oficina de preparação de Fátima pode se estender pelas duas primeiras semanas de filmagem, permitindo que os atores se familiarizassem melhor com os exercícios de respiração, biodança, meditação, aquecimento e concentração desenvolvidos para o elenco.
Após a última cena supervisionada por Válter, o abraço carinhoso e emcionado de Aílton Carmo, o Besouro, no preparador de atores

Após a última cena supervisionada por Válter, o abraço carinhoso e emocionado de Aílton Carmo, o Besouro, no preparador de atores

No último sábado, depois de cumprir sua missão e deixar todos os atores tinindo, Válter deixou a locação de Igatu e voltou para São Paulo, onde mora. Sua despedida, com direito a discurso do diretor João Daniel Tikhomiroff, foi emocionante:

Nílton Júnior: ‘Sou a cara do Cobra Criada’

quinta-feira, 9|10|2008
Nilton Júnior num intervalo das filmagens, ao lado de três meninas figurantes: tranquilão

Nilton Júnior durante as filmagens, brincando com figurantes: felicidade total

IGATU (BA) - “Besouro, para um capoerista, é como Jesus Cristo para os cristãos”. É com essa definição forte que o ator Nilton Júnior, o Cobra-Criada de Besouro, resume a importância que sente ao participar das filmagens do longa-metragem baseado nas lendas de um dos maiores mitos de todos os tempos da capoeira. A comparação procede: no imaginário popular, Besouro representou um marco na resistência à opressão aos negros do começo do século 20, recém-libertos da escravidão porém ainda amarrados a um sistema econômico e social que os tratava com sub-cidadãos.

“Besouro Mangangá, Mestre Pastinha e Mestre Bimba, entre outros, são absolutamente inspiradores pra gente”, ressalta o ator, que reconhece ainda estar nas nuvens pela oportunidade de atuar em Besouro. Técnico de informática em Salvador, filho de capoeirista e ele próprio professor de capoeira, Nilton foi levado pelo pai para fazer os testes para o filme, sem ter muita idéia do que estava fazendo. “Fiz o teste nervoso. Não jogava havia um tempo, estava gordo e até um pouco barrigudo… Mas não é que passei?”, lembra, divertido.

Alguns testes e entrevistas depois, Nilton desembarcou em Andaraí no dia 10 de agosto, já como parte integrante do elenco. Mas sua trajetória até o início das filmagens, semana passada, não foi exatamente em céu de brigadeiro. A princípio chamado para ser o Quero-Quero (o melhor amigo de Besouro, que tem uma participacão fundamental na trama) acabou tendo o seu papel trocado no meio das oficinas de preparação. Quero-Quero ficou para Anderson Grillo e Nilton ganhou o papel de Cobra Criada. Decepção? Franco, ele reconhece que sim. Mas nada que não tenha sido facilmente superado.

“Tenho 26 anos, não sou mais menino. O Anderson tem mais o ímpeto, a competição que o personagem do Quero-Quero exige. Notei isso desde o início. Além disso, a Fátima conseguiu me convencer de que eu sou a cara do Cobra Criada”, diz Nilton, referindo-se à preparadora de atores Fátima Toledo. “Por isso, continuei muito, muito feliz de estar fazendo esse trabalho”, conclui.

Sobre o futuro como ator, Nilton usa uma bonita metáfora para explicar suas incertezas. “Ser um ator de verdade é como estar num rio. Mesmo não querendo, a correnteza leva a gente. Por isso, vamos ver o que acontece”, diz. Mas por enquanto, ele insiste, seu objetivo é um só: ser, de corpo e alma, um capoeirista chamado Cobra Criada.

Chegou o coronel

quarta-feira, 1|10|2008

IGATU (BA) - Quarta-feira foi o primeiro dia de participação nas filmagens do ator Flávio Rocha, que interpreta o Coronel Venâncio, o antagonista de Besouro na trama. Ao contrário da maioria dos jovens atores do filme, Flávio já é experiente. Ainda não havia feito um longa, mas atuou na minissérie A Pedra do Reino, da Rede Globo, que apesar de ser uma produção para a TV foi inteiramente elaborada sob a lógica do cinema, e filmada em película. Mesmo assim, Flávio não escondeu que estava ansioso para entrar nas filmagens. “Foi o dia do descabaçamento que eu tanto esperava”, conta o pernambucano de 36 anos, nascido no município de Tuparetama e radicado em São Paulo.