O corte do diretor
quinta-feira, 30|04|2009Normalmente, o processo de edição de um longa-metragem como Besouro produz entre cinco e dez cortes - ou versões do filme - até se chegar ao corte definitivo, aquele que será exibido para o público. Durante esse processo, é comum realizar-se exibições privadas, para pessoas próximas da produção, amigos e conselheiros do diretor, como forma de testar o impacto da narrativa, observar as reações do espectador e, claro, recolher opiniões e sugestões para possíveis melhorias na edição. Há algumas semanas que Besouro vem passando por este delicado processo. E na terça-feira, dia 7 de abril, o diretor João Daniel Tikhomiroff exibiu, na sede da distribuidora Buena Vista, o que pode já ser considerado a “primeira versão final” de Besouro, em termos de estrutura de edição. Em outras palavras: o corte do diretor já está pronto.
O filme foi exibido pela primeira vez para diretores e funcionários da distribuidora Buena Vista, numa cópia digital ainda sem finalização e com a trilha sonora incompleta (”offline”, no jargão do cinema). Na platéia, havia também um convidado especial: o diretor Cacá Diegues, amigo e conselheiro de João Daniel, que tem assistido aos cortes desde o princípio. Após a exibição, uma reunião a portas fechadas decidiu novos ajustes finos e adequações que ainda precisam ser feitos. Mas a história de Besouro, do jeito que o diretor João Daniel Tickhomiroff quer contar ao grande público, já está lá.
Este blog também teve o prazer e a honra de acompanhar a exibição. E vai dizer abaixo, nos mínimos detalhes, tudo o que ele pode dizer sobre o que viu:
ESTÁ DEMAIS.
***
