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As melhores fotos das filmagens de Besouro. E as piores também
Besouro se ‘viraliza’ pela web
quinta-feira, 19|11|2009Quem estuda a evolução das mídias digitais sabe que a internet criou um novo fenômeno de propagação de idéias (textos, vídeos, imagens), conhecido como “meme” (uma corruptela para a palavra “memetic”, que é “mimético” em inglês). Esse fenômeno acontece, por exemplo, sempre que uma imagem se torna muito popular na web, e começa a ser multiplicada, ou “viralizada” pelos usuários, em contextos diversos.
E não é que isso aconteceu com Besouro??
Jovens usuários de um fórum brasileiro aparentemente de vários fóruns brasileiros tiveram a idéia de fazer a seguinte brincadeira: recortar a foto de Besouro voando, que ilustra um dos cartazes do filme, e reaplicá-la em diversos outros cenários.
O resultado é que, graças à criatividade dessa turma, Besouro deixa de ser um ás da capoeira para virar também um herói das pistas e do surf. Para andar sobre as águas, voar do topo de edícios, virar marca de tênis, personagem de videogame e até terrorista da Al Qaida…. Sensacional.
Veja, nas imagens deste post, alguns dos “memes” que foram feitos para Besouro. Nos próximos dias, vamos postar os demais. As montagens foram feitas pelos usuários Fernando Bernardo, Cauê Moura, Gustavo Vieira, Henrique Moreira, Leonardo Trindade, Nicholas Oliveira, Leandro Meneze, Leonardo Caju, Jairo “Queijo” Maragato, Felipe Petters Ferreira e Marcelo Oliveira. E se você tiver o seu “meme”de Besouro também, mande pro blog que a gente publica. Aqui e na página de ‘Besouro, o filme’ no Facebook.
Besouro: Nasce um cartaz
sexta-feira, 3|07|2009“Besouro: Nasce um heroi”. Esse será o slogan que vai acompanhar toda a comunicação do lançamento do filme, inclusive o cartaz oficial, que já está pronto. E é esse que você vê em primeira mão aí embaixo:
O cartaz foi elaborado pelo designer paulista Pedro Inoue. E olha que legal: a foto que o ilustra, mostrando o Besouro em um de seus vôos pelo Chapada Diamantina, foi feita por este blog, para uma das reportagens que você viu aqui durante as fimagens. O título usa uma tipologia própria, adaptada especialmente para o fime pelo próprio Pedro, que traz a experiência de seis anos trabalhando para a Barnbrook Design, em Londres, onde morou até o começo deste ano.
O processo de preparação do cartaz passou por uma série de etapas, que procuraram responder à seguinte questão: qual a característica do herói que a divulgação do filme deveria valorizar mais? A capoeira ou seus poderes mágicos de voar?
As duas premissas foram estudadas, e geraram algumas outras opções de temas, que mais tarde foram descartados em favor da versão que mostra o herói voando - certamente a mais impactante.
Veja abaixo dois exemplos de alternativas que foram consideradas para o cartaz:
Um pouco mais do ’still’ de Besouro
terça-feira, 10|02|2009
À frente da câmera 1, a equipe se prepara para mais uma cena. Atrás dela, o fotógrafo Christian Cravo mostra que não perde um detalhe
A palavra still, para quem não está acostumado com o jargão do cinema, é o nome que se dá para as fotos oficiais de um filme. O still tem esse nome porque é a versão “parada” da mágica em movimento da sétima-arte. Em geral, estas fotos são usadas para a divulgação do trabalho: ora enviadas para jornais e revistas, ora usadas para compôr os cartazes e outras peças de promoção da obra ou mesmo para o portfólio de atores e atrizes. O melhor exemplo para o uso de still, porém, anda até meio fora de moda: são as fotos de algumas cenas do filme que costumam (ou costumavam…) ficar expostas do lado de fora das salas de cinema.
Pois todo esse material é responsabilidade do fotógrafo de still. E no caso de Besouro, o still é um luxo só: as fotos são do fotógrafo baiano Christian Cravo, sobre o qual já falamos aqui. Suas imagens, mais que simples divulgação, ilustrarão um livro de arte sobre a produção. Algumas delas você já viu com exclusividade neste blog. E agora vê mais algumas, gentilmente cedidas pelo Cris:
Dublês em ação: Um vôo no Poço do Diabo
quinta-feira, 8|01|2009Nativo de Lençóis, Flor trabalha como guia e conhece as cachoeiras da Chapada Diamantina como a palma da sua mão. Natural que tenha sido ele o escolhido para a cena que mostra um espetacular salto de um dos personagens do filme do alto do Poço do Diabo, uma das cachoeiras mais altas da região, com mais de 30 metros de altura.
Mesmo acostumado com os saltos, Flor precisou de concentração para fazer a cena. Antes de saltar para valer, jogou algumas pedras no poço, para ajudar as três câmeras que captaram a ação se posicionarem corretamente. Quando chegou a hora para valer, correu com força e se lançou no ar com perfeição.
Após cair na água e sumir por alguns segundos, emergiu tranquilo, acenando para a equipe de filmagem, que já aplaudia. Afinal, correu tudo bem com o dublê, tudo bem com as câmeras, e a cena valeu de primeira. “Graças a Deus”, respirou Flor, aliviado.
Feliz Ano Novo! Feliz Ano do Besouro
quinta-feira, 1|01|2009No horóscopo chinês, 2009 será o Ano do Boi. Mas para todos nós aqui, do Blog do Besouro, não precisa nem dizer qual é o “bicho” que vai marcar 2009…
A todos vocês que lêem e comentam nossos posts, os mais sinceros votos de feliz ano novo. E a torcida para que vocês continuem aqui, acompanhando junto com a gente o passo a passo dessa superprodução.
Christian Cravo: Besouro em luz, sombra e muita técnica
terça-feira, 30|12|2008A qualidade da equipe que produz Besouro não se manifesta apenas na turma que está à frente ou atrás das câmeras, diretamente envolvida com as filmagens ou com a pós-produção do longa metragem. A divulgação da história do maior capoeirista de todos os tempos também é uma atividade que merece todo o cuidado em outras mídias. As fotos que ilustram este texto, por exemplo. Elas são um pequeno extrato do trabalho do fotógrafo Christian Cravo, que está preparando um livro com a fotodocumentação atística da aventura da produção do filme na Chapada Diamantina e no Recôncavo Baiano.
Trabalhando em, cor e em PB, Christian congelou, em imagens carregadas de jogos de sombra, formas e movimento, o tom ora fantástico, ora sensual, ora dramático das cenas de Besouro. Estas são apenas algumas das milhares de fotos feitas por ele, que irão ilustrar o livro e serão usadas também como peças de divulgação oficial (still) da produção.
Christian Cravo tem 34 anos, é baiano de Salvador e filho do renomado fotógrafo Mário Cravo. Desnecessário dizer que tem a fotografia no sangue. Mas o cinema também. Desde os 21 anos, quando iniciou seu trabalho de fotógrafo independente, Cristian mescla trabalhos de fotodocumentação artística com o registro de grandes produções do cinema nacional.
São dele, por exemplo, os stills de Abril Despedaçado, de Walter Salles, e Cidade Baixa, de Sérgio Machado. Em seus 15 anos de carreira, Christian já expôs e museus e galerias de Nova Iorque, Copenhagen, São Francisco, Houston e em dezenas de cidades brasileiras. Já teve um livro publicado na França e realiza, atualmente, um grande projeto sobre a simbologia da águia nas manifestações religiosas.
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Na foto abaixo, um registro de Christian Cravo em ação no set de Besouro:
Martin Macías Trujillo: a maquiagem de Besouro com sotaque e talento
segunda-feira, 24|11|2008
Martin em seu camarim: feliz com a liberdade de criação em maquiagem e efeitos especiais de maquiagem de Besouro
O fotografia do equatoriano Enrique Chediak e a direção de ação do chinês DeeDee não são as únicas áreas da produção de Besouro que contam com o talento e a experiência de profissionais estrangeiros. A maquiagem do filme também. Ou melhor: quase… Afinal, o mexicano Martin Macías Trujillo já trabalha há 12 anos no Brasil, e traz no currículo a maquiagem de mais de 35 filmes nacionais, entre eles grandes sucessos como Casa de Areia, de Andrucha Waddington, e o recente fenômeno de popularidade Tropa de Elite, vencedor do Urso de Ouro em Berlim este ano.

Preparação detalhada: o assistente Sandrinho coloca lentes vermelhas nos olhos do ator Sérgio Laurentino, que vive o orixá Exu
Em Besouro, cabe ao mexicano Martin e sua equipe - formada pelos assistentes Sandro Valério, Rosa Bandeira, Deda e Shirley - a elaboração de dois grandes trabalhos: a maquiagem regular dos personagens e também os efeitos especiais de maquiagem. No primeiro, muito vinculado ao figurino e à direção de arte, chama atenção principalmente a preparação dos orixás, personagens importantes na trajetória do protagonista do filme, e que têm nesta produção uma apresentação nunca vista antes no cinema brasileiro, com uma presença muito marcante da maquiagem corporal.
Coube à Martin, junto com a figurinista Bia Salgado, desenvolver toda a concepção visual destes singulares personagens.
“Foi sem dúvida o maior desafio que tivemos em Besouro. Pois as caracterizações exigem maquiagem no corpo inteiro, e levam até três horas para serem feitas”, lembra o maquiador, num português já impecável mas com um sotaque que não esconde sua origem latino-americana.
Entre as caracterizações que ele cita estão a pintura “subaquática” a divindade dos rios Oxum, vivida pela atriz Adriana Alves, e a “roupa de lama” de Ossaim, interpretado pelo ator Sérgio Pererê, caracaterizações para lá de belas e de difícil realização.
“Desenvolver esses personagens foi difícil mas me deixou muito feliz. Primeiro porque tive carta branca do diretor João Daniel para criar, o que é raro no cinema, e depois porque isso me fez aproximar do mundo do Candomblé, um universo que até então eu ignorava”, diz o maquiador de 45 anos.
A outra vertente do trabalho de Martin e sua equipe em Besouro - os efeitos especiais de maquiagem - também não são menos impressionantes. Martin, que é artista plástico por formação, esmerou-se na elaboração de moldes para cenas de violência. Entre eles, há uma fratura exposta e profundas feridas feitas a facada, vidro e armas de fogo.
Sua sala no set de Besouro espelha essa dupla faceta. Além do tradicional espelho iluminado, dos produtos de maquiagem e das escovas, brilhos e pincéis, há também um sem-número de peças de silicone ensanguentadas, entre outros curiosos objetos e croquis. Lembra um verdadeiro laboratório. De pura fantasia.
Veja, nas imagens abaixo, um pouco da rotina de trabalho da equipe do maquiador Martin no set de Besouro:

Martin em ação: acertando os últimos detalhes da maquiagem da Orixá Iansã, vivida pela atriz Jessica Barbosa

Nos mínimos detalhes: Martin acerta a maquiagem de sujeira num pequeno ator, logo no primeiro dia de filmagens de Besouro
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Enrique Chediak: Um equatoriano de bem com o Brasil e com a fotografia de Besouro
quinta-feira, 20|11|2008
À vontade em sua primeira produção 100% brasileira, o diretor de fotografia de Besouro está encarando sem medo os riscos da linguagem inovadora do filme: "Sem riscos não teria graça"
Na carteira de identidade e no currículo repleto de trabalhos em Hollywood, o diretor de fotografia de Besouro, Enrique Chediak, pouco tem a ver com o Brasil. Equatoriano, ele vive na ponte aérea Europa - Estados Unidos, e deve à recente greve de roteiristas americanos a “janela” que permitiu a ele assumir o compromisso de passar quatro meses filmando Besouro por aqui. Na vida real, contudo, Enrique - ou ‘Quique’, para todos na produção - não poderia estar mais à vontade na Bahia. Casado com uma brasileira, tem uma filha nascida aqui, residência fixa em Salvador e em breve estará se mudando para o Rio de Janeiro.

Com a câmera no ombro e o assistente Breno Cunha no foco, Quique filma uma das cenas de capoeira de Besouro
O diretor de fotografia de Besouro, enfim, vive uma lua-de-mel com o Brasil. Que começou três anos atrás, quando ele veio filmar uma produção estrangeira produzida por aqui. Nas locações, conheceu a produtora de arte Alice, com quem se casou. Nesse mesmo trabalho ele aproximou-se também do produtor-executivo Caíque Martins Ferreira, que fez a ponte para Enrique tornar-se o responsável pela bela fotografia de Besouro. Uma fotografia que, na opinião do próprio, representa um trabalho “arriscado e desafiador”.
“Fazer a luz desse filme tem um alto grau de risco. Porque temos que ser elegantes mas naturais ao mesmo tempo. Não podemos iluminar demais, para poder trabalhar com as silhuetas, com as sombras, e fortalecer o tom monocromático e minimalista que o roteiro do João Daniel e a própria direção de arte do filme pedem”, explica Quique, num português quase perfeito. O minimalismo a que ele se refere casa com a definição do próprio diretor João Daniel, que chama de “fantasmagórica” a ambientação de Besouro. Principalmente nas cenas filmadas em Igatu, na Chapada Diamantina, onde foram feitas a maioria dos planos de interior do filme. “Nessas cenas, o interior dos cenários, os objetos, fundem-se com o preto, com a escuridão. Está dando um resultado lindo, mas fazer isso é muito difícil”, diz.

Dedicação total: Deitado no chão, Quique filma um sapo, para um plano "lisérgico" previsto no roteiro de João Daniel Tikhomiroff
Os riscos de Besouro, contudo, não estão apenas na iluminação. As cenas de ação, que exigem muitas tomadas “over the shoulders” (em que o fotógrafo opera a câmera sobre os ombros), planos subjetivos, uso de gruas e outros recursos de câmera em movimento também fazem parte do rol de desafios a que Enrique Chediak tem se dedicado de corpo e alma. Até porque, se não existissem esses riscos - ele reconhece - seria “muito aborrecido” fazer o filme.
“Ao misturar coreografias voadoras com a capoeira e cenários brasileiros, João Daniel traz uma nova linguagem para o cinema latino-americano. É esse conceito que fará de Besouro um filme tão original. E nós estamos trabalhando pesado para que essa proposta dê certo”, diz Enrique.
E um pouco desse trabalho do fotógrafo equatoriano você pode ver aqui, nas fotos abaixo:

Com uma câmera na mão e uma faca na outra, testando com o assistente Cris Conceição um ponto de vista diferente para uma sequência de luta
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Adeus, Chapada
sexta-feira, 14|11|2008Depois de quase um mês e meio de trabalho entre as pedras, as águas, as cavernas e as queimadas da Chapada Diamantina, a produção de Besouro deixou a região. Há dois dias, a equipe filma na cidade de Nazaré das Farinhas, no Recôncavo Baiano, e se prepara para, na semana que vem, mudar-se para Cachoeira - também no Recôncavo - última locação das filmagens.
Para marcar a despedida desse lugar mágico que foi a ‘casa’ de Besouro por tanto tempo, o blog separou algumas imagens da equipe no último dia de trabalho em Lençóis:
Uma viagem sob as águas de Besouro
terça-feira, 11|11|2008LENÇÓIS (BA) - As águas da Chapada Diamantina também servem de cenário para as filmagens de Besouro. Mais que cenário, aliás, são quase um personagem em si, que salva o herói, o conforta nos momentos difíceis e serve de elemento fundamental para seu encontro mágico com os Orixás.

A atriz Adriana Alves, a Oxum, contracena com uma câmera Eyemo dentro de uma caixa estanque: beleza e tecnologia juntos, sob a água
Porém, fazer dos rios e poços da região um personagem deste filme não foi tarefa fácil para a produção. Durante quase uma semana, uma equipe de filmagem aquática integrou-se ao set, para rodar todas as cenas necessárias nesse ambiente bonito porém pouco compatível com os caros e delicados equipamentos de cinema. A carioquíssima equipe aquática - formada pelo diretor de fotografia e mergulhador Rodrigo Monte, pelo assistente de câmera Lula Cerri e pelo técnico em equipamentos subaquáticos Pedro Gonçalves, da produtora especializada Cinemar - passou dezenas de horas dentro d’água para gerar alguns minutos de filme.
Junto com eles, a atriz Adriana Alves, que interpreta Oxum, o Orixá dos rios e cachoeiras, também ralou um bocado. Até as filmagens de Besouro, a atriz paulista mal sabia nadar, e jamais havia feito um trabalho como esse. Para ela, portanto, filmar debaixo d’água foi um desafio especialmente difícil. Que a bela Condessa da novela Duas Caras encarou com coragem e inquebrantável simpatia.
Veja abaixo algumas imagens da aventura aquática de Besouro, acompanhada por este intrépido blog em cima e embaixo d’água:

No primeiro dia de filmagens subaquáticas, a atriz Adriana Alves recebe instruções do diretor João Daniel...

... antes de entrar pela primeira vez no poço do Mucugezinho, onde a equipe de Rodrigo Monte e os mergulhadores David e Jorge, do Corpo de Bombeiros de Lencóis, já a esperavam

A coordenadora de arte Marina Lage e o contra-regra Farinha prepararam as flores que Adriana usou durante um de seus planos. Oferendas a Oxum que, presas a cabos de nylon e pesinhos de chumbo, deveriam aparecer em quadro na hora certa

O assistente de câmera Lula Cerri aguarda o momento de colocar o equipamento, protegido por uma caixa estanque, em operação

...para mostrar a beleza da imagem iluminada de Oxum e seus cabelos de ouro surgindo da escuridão das águas

Dentro da água, Adriana segura as flores e sorri para a câmera de Rodrigo

Cena feita, Adriana começa a subir para respirar. Ao todo, a atriz rodou mais de 30 takes subaquáticos, para duas cenas. Haja fôlego

Rodrigo Monte se prepara para mais um dia de filmagens sub, desta vez nas águas cristalinas do lago da Pratinha, que faz parte do conjunto onde está situada a famosa Gruta Azul da Chapada Diamantina. Inicialmente, a gruta também seria uma das locações subaquáticas, mas por questões técnicas seu uso foi cancelado

O técnico de equipamentos sub Pedro Gonçalves faz ajustes numa das caixas estanques que levam as câmeras de Besouro para dentro da água
Os Orixás de Besouro
sábado, 8|11|2008LENÇÓIS (BA) - Uma das características mais marcantes de Besouro será a manifestação das forças da natureza ao longo da trajetória do protagonista, através da aparição de Orixás do Candomblé. Durante o processo de autoconhecimento que o transformará num herói de poderes mágicos e corpo fechado, Besouro terá encontros com cinco Orixás. A caracterização de cada um deles talvez seja o ponto alto do trabalho das equipes do maquiador Martin Macias Trujillo e da figurinista Bia Salgado, que os prepararam após extensa pesquisa. A produção de Besouro teve como consultor o coreógrafo baiano Zebrinha, estudioso da mitologia afro. Ele gostou tanto do projeto que acabou aceitando viver um dos Orixás do filme. Conheça quatro destas fascinantes entidades e suas concepções artísticas nas fotos abaixo:

- IANSÃ: O ORIXÁ DOS VENTOS, RELÂMPAGOS E TEMPESTADES É A DIVINDADE FEMININA MAIS FAMOSA DO CANDOMBLÉ. SEMPRE ASSOCIADA À BELEZA, ELA É VIVIDA NO FILME PELA ATRIZ JESSICA BARBOSA, QUE TAMBÉM INTERPRETA DINORÁ

EXU: O guardião dos templos e das encruzilhadas; o abridor de caminhos; o mensageiro divino dos oráculos. No fime, Exu tem uma influência chave na trajetória de Besouro. O ator Sérgio Laurentino, ele próprio um filho de Exu, diz que não o interpreta: o incorpora

OXUM: O orixá feminino dos rios e do ouro viverá um belo encontro com Besouro sob as águas da Chapada. A entidade é interpretada pela atriz paulista Adriana Alves. A Condessa da novela Duas Caras não pestanejou em aceitar o papel, mesmo sabendo que ele exigia muito fôlego e horas de espera dentro da água. Também pudera: ela própria é filha de Oxum

OGUM: O Orixá da guerra, do fogo e da tecnologia zelará pela força de Besouro na luta contra os opressores de seu povo. O coreógrafo Zebrinha, que vive a entidade, é também o consultor de mitologia afro do filme. E - adivinhe - ele é filho de Ogum

OSSAIM: O Orixá das folhas sagradas, que vive na terra e conhece o segredo de todas as ervas, cuidará para que o corpo de Besouro esteja sempre protegido. Vivido pelo ator e cantor mineiro Sérgio Pererê, Ossaim tem uma das caracterizações mais impactantes do filme: o corpo todo coberto de lama de verdade, misturada com farinha
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Coluna social
terça-feira, 4|11|2008LENÇÓIS (BA) - Tudo bem que este blog procura sempre fazer uma abordagem jornalística séria dos bastidores de Besouro. Tudo bem que o objetivo aqui é mostrar, pra quem está de fora, todos os meandros da produção de um longa-metragem nacional, explicando quem é quem, quem faz o que e de que forma. Mas esse blog também tem o seu momento Caras. Seu momento People. Seu momento The Sun. Vamos a ele. Com vocês, a coluna social do Blog do Besouro:

Grávida de oito meses, Milica, a responsável pela montagem da estrutura para as cenas de ação, descansa sob uma árvore enquanto o Guido não chega

Seu João Feio - uma figura ímpar sobre a qual este blog ainda vai falar muito - pediu e a gente cumpre: taí a foto ao lado do ator Flávio Rocha

Outra promessa que o blog precisava cumprir: este é o João Pedro, filho da costureira Elenita, e que se tornou o mascote da equipe. Tão querido que ganhou um computador, comprado em conjunto por todos
Dor: o prazer de fazer cinema também tem
segunda-feira, 3|11|2008LENÇÓIS - Todo mundo tem aqueles dias em que as coisas não dão muito certo. Filme também, ora essa. A segunda-feira que abriu a terceira semana de filmagens de Besouro em Lençóis, por exemplo, foi o que a equipe chamou unanimemente de “dia difícil”. Tudo por causa de uma cena que não saiu conforme o planejado. Entre as dificuldades que a rondaram, além de uma sincronia complexa e trabalhosa entre os atores, houve um incidente que ilustra bem o quanto o prazer de fazer cinema muitas vezes vem acompanhado de dor - muita dor. E não estou falando de dublês pagos para cair, correr e se jogar. Dessa vez, sobrou para todo mundo: na tentativa de fazer um plano de ação com o máximo de realismo, o ator Flávio Rocha, que vive o Coronel Venâncio (o antagonista de Besouro) se chocou feio com um outro ator. Flávio fez um galo na cabeça, e ainda sobrou para o operador de câmera Rodrigo Monte, recém-chegado ao set, que estava substituindo o diretor de fotografia Enrique Chediak na operação de câmera justo naquela cena. Veja as imagens:
Olha a equipe de Besouro aí, gente!
sexta-feira, 31|10|2008Na foto abaixo - gentilmente cedida pelo artista Cristian Cravo, que prepara um belo livro fotográfico sobre as filmagens - temos toda grande parte da equipe de produção e o elenco de Besouro reunidos em Lencóis. Alguns produtores e parte da equipe de arte, que estão desproduzindo o que já ficou para trás ou preparando o que ainda está por vir em outras locações, não estão na foto. O blogueiro, que passa uma temporada forçada no Rio, também ficou de fora, mas volta ao set depois de amanhã.
CLIQUE AQUI PARA BAIXAR UMA VERSÃO
EM ALTA RESOLUÇÃO DA FOTO
Câmeras em ação
quinta-feira, 30|10|2008Depois dos atores e do cenário, não há nada que inspire mais fascinação em um set de filmagem do que as câmeras. Afinal, é em função delas que tudo acontece. Em Besouro elas são quatro, e em breve chegará mais uma, para tomadas subaquáticas que serão feitas na semana que vem. Veja abaixo algumas cenas dessas máquinas maravilhosas e seus operadores em ação:

O segundo assistente de câmera Alê Dantas 'ensina' o ator Anderson Grillo a manejar o equipamento...

O primeiro assistente Breno Cunha dá um trato na boa e velha Eyemo, trazida ao set pelo produtor-executivo Caíque Martins Ferreira para fazer planos subjetivos experimentais. Como ela não tem video-assist, o diretor de fotografia Enrique Chediak costuma acoplar sua pequena Leika digital junto à lente. Experimentalismo puro...

... e, ato contínuo, passa a Eyemo para Breno, que entra correndo com ela num dos cenários do set. Será que ficou bom? Só saberão quando o filme for revelado...

O operador de câmera Daniel Duran se concentra durante a tomada de uma cena. Atrás, o segundo assistente Tiago Rivaldo auxilia

Câmera em movimento: o dublê Rogério de Jesus voa e a câmera de Daniel Duran vai trás, durante uma tarde de trabalho da segunda unidade em Igatu

Câmera indiscreta: antes de fechar no olhar poderoso de Jessica Barbosa, o video-assist mostra que o enquadramento, por instantes, estava no decote da atriz

Câmera molhada: com direito a capa de chuva amarelinha. Em primeiro plano, o ator Sergio Laurentino, no papel de Exu, não tem o mesmo privilégio
A ala da força
terça-feira, 28|10|2008
Não, o maquinista Nilo Vital não está malhando halteres: está operando a grua, o que exige força mas também muita concentração
IGATU (BA) -Tirando uma ou outra câmera mais delicada, quase nada no equipamento de cinema é leve. Tripés, rebatedores, holofotes, trilhos, quilômetros de cabos… Isso sem contar a imensa grua Jimmy Jib e os gigantescos butterflies, os difusores de luz de mais de 30 metros quadrados que a produção de Besouro usa nas cenas externas. Tudo equipamento grande, pesado e caro. Para aguentar esse tranco todo, e sem deixar nada cair ou estragar, não é preciso ter só força, mas também muito cuidado e organização. O maquinista Nilo Vital (da foto acima) é quem comanda esse time, que é formado pelos assistentes de maquinária Bala, Nilo Jr., Quim, Nil e Soninho. Este último também é o motorista do caminhão da maquinária. Assim como o Nathan e o Domingos, que transportam em suas vans o material do departamento de arte, e o Trevisan, que leva em seu caminhão toda a estrutura usada para os vôos dos atores, fornecida pela empresa da brasileira Milica Zerlotti.
E também dá para incluir nessa “ala da força” de Besouro o pessoal da elétrica, por que não? Chefiados pelo eletricista Edu Segovia - que monta toda a iluminação do filme, de acordo com as necessidades do diretor de fotografia Enrique Chediak - os assistentes Marcílio, Barreto, Marcelo e o motorista Augusto também levantam um peso forte, instalando holofotes e geradores onde quer que seja necessário.
Veja abaixo alguns momentos da rotina dessa galera que está sempre pegando no pesado sem perder o bom humor:

Mutirão: maquinistas e eletricistas se unem para transportar a grua Jimmy Jib. Em primeiro plano, o diretor de platô, Chicão, coordena a operação
Olhos de Besouro
domingo, 26|10|2008Igatu by night. E bye-bye, Igatu
domingo, 19|10|2008
O Bar Igatu, de Seu Guina: um dos points noturnos durante as semanas que a equipe de Besouro filmou ali
IGATU (BA) - O sábado, dia 18, marcou o último dia de filmagens de Besouro na locação de Igatu. A partir da segunda-feira, dia 20, e até meados de novembro, a cidade de Lençóis, também na Chapada, será a base de operações do filme. Mas o último dia de trabalho em Igatu não foi especial apenas por marcar a despedida da equipe deste simpático lugarejo de casas e ruínas de pedra. Foi também a primeira e única virada de filmagens noturnas de Besouro nesta locação.
A calmíssima Igatu - que em geral à noite só tem algum movimento no Bar Igatu, do folclórico Seu Guina (leia em breve uma matéria sobre ele) ou na Pizzaria das Pedras - desta vez ficou agitada a madrugada inteira, com holofotes, rebatedores, baterias e geradores espalhados por diversos pontos e cenários escolhidos para as noturnas. A noite foi marcada também pela filmagem de algumas cenas cruciais para a trama do filme (que este blog não vai contar, pode esquecer) e pela participação de dois ilustres figurantes. Confira abaixo algumas fotos dessa noitada de muito trabalho:

Olha o caminhão da Bia aí, gente: lotado de roupas, ele aguarda para transportar o figurino para uma nova locação

A coordenadora de arte, Marina Lage, a assistente de arte Isabela de Oliveira e a assistente de produção Lilian Navarro assistem à filmagem de uma cena

O diretor João Daniel e Dee Dee, o coordenador de cenas de ação, brincam durante um intervalo: o chinês é voador e muito boa praça
Besouro, o que não deveria voar, mas voa
sábado, 18|10|2008Fotos da galera
quarta-feira, 15|10|2008Imagens do set feitas pela turma que trabalha atrás das câmeras de Besouro:

Na foto do coordenador de efeitos visuais Robson Sartori, o contra-regra Farinha segura um peixe que vai 'voar' com a ajuda do chroma key

Na foto da gerente de comunicação da Mixer, Berenice Menezes, a diretora Kátia Lund, que faz o making of de Besouro e um documentário sobre as lendas em torno do protagonista, entrevista o diretor João Daniel

Outra foto de Berenice: a pequena figurante Crislaine se diverte sob uma das barracas da feira dos pobres

Na foto da assistente de arte Isabela de Oliveira, um detalhe importante da cenografia: uma oferenda a Exu na encruzilhada
Takes do set
terça-feira, 14|10|2008Takes do set
quinta-feira, 9|10|2008
Sem comparação: na curiosa foto do maquiador Martin Macías, o teste da peruca que o dublê chinês Tengfei Tang vai usar para substituir Jéssica Barbosa, a Dinorá, nas cenas mais arriscadas de Besouro

O terceiro assistente de direção Daniel Lentini, que dirige a figuração, cuidando para não faltar cachaça cenográfica na feira
O balé aéreo de Igatu
quarta-feira, 8|10|2008IGATU (BA) - Sim, os chineses, de novo… Aliás, não exatamente chineses. É toda de Hong Kong a equipe de dublês de Huen Chiu Ku, o Dee Dee, coreógrado de cenas de ação das filmagens de Besouro. A ex-colônia britânica que hoje é um estado autônomo encravado na China é também o berço dos filmes de kung fu orientais. E foi por lá, nos anos 80, que Dee Dee começou sua carreira de dublê. Hoje, é pendurado em cabos de aço, orientando cenas de ação ou mesmo operando câmeras em tomadas arriscadas que ele e seus pupilos se sentem à vontade. No foto acima, Dee Dee aguarda o momento de literalmente aterrisar a câmera nas mãos de Enrique Chediak, como mostra a foto abaixo, num ousado (e voador!) plano-sequência.
Takes do set
terça-feira, 7|10|2008Takes do set
sábado, 4|10|2008IGATU (BA) - Algumas imagens dos primeiros quatro dias de filmagens:

Câmera e microfone sobre o ator Irandhir Santos, que vive Noca de Antônia, chefe dos capangas de Coronel Venâncio

O diretor de arte Claudio Amaral Peixoto, a cenógrafa Karen Araújo e a coordenadora de arte Marina Lage trabalham no escritório da produção

Nil, assistente de maquinária, dá um trato nas rodas do sistema de trilhos para tomadas em traveling
Ajudando Mestre Alípio a morrer
sexta-feira, 3|10|2008IGATU (BA) - A sequência que dá início aos desdobramentos da trama de Besouro foi filmada nesta sexta-feira: o assassinato de Mestre Alípio, mentor do herói, por um dos capangas de Coronel Venâncio. Longe desse blog revelar como, exatamente, Mestre Alípio vai morrer. Mas fica aqui o registro das instruções que o ator Macalé dos Santos recebeu do diretor João Daniel Tikhomiroff, minutos antes de rodar a cena. Repare que um tiro na perna ele já tinha levado, numa cena anterior. Faltavam agora os dois balaços de misericórdia.
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Balaços que, na foto abaixo, à esquerda, o coordenador de efeitos especiais Márcio Farjalla preparou sem piedade. Com carga de festim, eles foram disparados pelo ator Miguel Lunardi (abaixo, à direita), que faz o papel do capanga assassino.
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Simultaneamente, um sistema eletrônico detonou pequenos explosivos instalados na roupa de Mestre Alípio, poderosos o suficiente para romper o tecido e fazer vazar o sangue cenográfico armazenado em pequenas bolsas. Que o camareiro Fernando de Jesus (ao lado), da equipe da figurinista Bia Salgado, tratou de “estancar” com rapidez, para evitar que a roupa ficasse manchada demais para o caso de precisar ser usada uma segunda vez.
Fotos do set
quinta-feira, 2|10|2008Mestre Alípio fala
quinta-feira, 2|10|2008IGATU (BA) - A aparência altiva do ator baiano Macalé dos Santos impressiona. Aos 60 anos, ele filmou ontem sua primeira participação em Besouro, no papel de Mestre Alípio, o espiritualizado mentor do protagonista. Aguardando suas cenas, ele circula pelo set exatamente como Mestre Alípio faria. Lenta e seguramente. Firme nas opiniões, confessa que, apesar da larga experiência com cinema (trabalhou em Zumbi, Chico Rei, A Dama do Cine Xangai, entre outros), andava cansado dos sets de filmagem. Antes mesmo de convencê-lo a fazer o papel de Alípio, apenas achá-lo para para fazer o convite já foi tarefa difícil para a produção. “Troquei meu telefone em Salvador e estava meio incomunicável. Graças ao meu amigo Zebrinha que me acharam”, disse o ator, que também é bailarino e capoeirista, referindo-se a José Carlos Santos, consultor de Orixás para o filme. Na foto, Macalé conversa com a equipe de Katia Lund, que está preparando o making of de Besouro.
O Besouro da Chapada
terça-feira, 30|09|2008
IGATU (BA) - Até há cerca de três meses, o jovem capoeirista Ailton Carmo, muito mais conhecido como Coquinho, aluno do Mestre Cascudo, nunca tinha sonhado com a vida de ator. Nem tinha tempo pra isso. Estava vivendo na Bélgica, onde ganhava a vida como professor da arte que aprendeu ainda criança aqui mesmo, na Chapada Diamantina, onde nasceu e cresceu.
Quis o destino, contudo, que Ailton (ou Coquinho, ou Besouro, você escolhe) tivesse que vir ao Brasil em junho, recrutar dois capoeristas para trabalharem com ele na Europa. Quando chegou a Lençois, sua cidade natal, para visitar a mãe, soube que o casting de Besouro tinha passado três dias antes por lá, selecionando capoeiristas para o filme. “A princípio eu não estava interessado, mas meio sem querer, meio querendo, soube que ainda haveria testes na cidade de Cachoeira. Corri pra lá”, conta o novo ator de 21 anos, ainda sem distinguir ao certo o tamanho da fama que muito provavelmente o espera.
Em Cachoeira, bastou um minuto de apresentação para que Coquinho, mesmo sem estar inscrito oficialmente nos testes, encantasse a produtora de elenco Patrícia Duarte e se classificasse para a segunda fase da seleção. E foi assim, no susto, que começou a nascer o Besouro. Definitivamente parido, como não poderia deixar de ser, numa aula de maculelê. “O telefone tocou no meio da apresentação. E eu, que sonhava fazer parte do filme só para aparecer jogando nas rodas, fui informado de que iria interpretar o Besouro… Foi difícil de acreditar”, conta.
A festa pela escolha, porém, já passou há muito tempo. Deu lugar a trabalho duro, com as oficinas de atores de Fátima Toledo. Quase dois meses de preparação física e mental para uma missão ainda mais pesada, que começou nesta terça-feira. Só no primeiro dia de filmagens, foram mais de 15 tomadas para uma única cena de capoeira, exigência de um filme que tem na ação envolvente e perfeitamente coreografada alguns de seus elementos fundamentais. E os efeitos colaterais já começam a ser sentidos. “Cortei o pé num caco de vidro que surgiu da areia, de tanto que a gente remexeu o terreno nas tomadas”, conta ele, que também já anda com uma pomada anti-inflamatória a tiracolo, para aplacar dores num pulso recentemente deslocado (veja o vídeo abaixo).
As dores físicas, porém, são fichinha para a vibração que Ailton e os demais atores transmitem ao entrar no set. Coisas que talvez só o espírito da capoeira - ou do Besouro em pessoa, quem sabe? - possam explicar.
Foto do dia: pé de capoeira
terça-feira, 30|09|2008IGATU (BA) - A partir de hoje, este blog vai publicar diariamente imagens marcantes, curiosas, emocionantes e engraçadas da rotina de filmagens de Besouro na Chapada e no Recôncavo Baiano. A primeira segue aí: retrato do sacrifício físico dos atores-capoeiristas, este é o pé de Anderson Grillo, ator que faz o personagem Quero-Quero, durante as filmagens da primeira - eu disse a primeira - da série de cenas de capoeira do filme. Haja mertiolate.
Começou a pauleira
terça-feira, 30|09|2008IGATU (BA) - O primeiro dia de filmagens de Besouro foi inteiramente dedicado a um dos aspectos mais marcantes do filme: as danças de capoeira. A primeira delas ocorrerá logo nos primeiros minutos de projeção - uma cena que serve tanto para apresentar os personagens quanto para detonar os acontecimentos que marcam a trama. Dispensável dizer o quão espetacular é a filmagem de uma cena de capoeira. Mais que a dança em si, a coreografia envolve o diretor de fotografia Enrique Chediak (o 01 da foto), seu assistente de câmera e os operadores de áudio. Ao fundo, vemos Besouro em seu primeiro vôo.































































































































